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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Da chuva

Pegou-me de surpresa naquela manhã preguiçosa.
Eu também estava uma preguiça só.

Então saímos ao par.

A manhã e eu.

[...]

Menos de dez passos e p
ercebi que estava com o par errado.

[Ou era eu que não cabia ali.]
A manhã fez par com a chuva.
 

Os pinguinhos d'agua insistiram em fazer-me compainha.
[por dó ou sabedoria?]
E, dessa vez, as gotas fresquíssimas não misturarm-se à lágrima alguma.
Molharam foi meu sorriso.
Esse estava até bem discreto para tanta alegria.

Uma gotinha enfiou-se boca adentro.
Encheu-me a memória de um gosto indizível.

Não por me faltar palavras. Mas é que essas seriam tantas...
É que desceu na goela o sabor da infância.



*Na foto: Meu priminho José - Zezim, que devia tá aí com esse gostinho.

2 comentários:

Vivian Maria disse...

Sabor de infância... nada melhor!
Não há gosto que desperte sorrisos mais sinceros.

Saudade dos teus escritos. Mais saudade ainda de você!

Beijo

Teresa Maia disse...

Ooo coisa boa é pingo d'água sem sal. Não é mesmo da natureza da água ficar bem com temperos.

Beijos e saudades de você!!