Eu também estava uma preguiça só.
Então saímos ao par.
A manhã e eu.
[...]
Menos de dez passos e percebi que estava com o par errado.
[Ou era eu que não cabia ali.] A manhã fez par com a chuva.
Os pinguinhos d'agua insistiram em fazer-me compainha.
[por dó ou sabedoria?]
E, dessa vez, as gotas fresquíssimas não misturarm-se à lágrima alguma.
Molharam foi meu sorriso.
Esse estava até bem discreto para tanta alegria.
Uma gotinha enfiou-se boca adentro.
Encheu-me a memória de um gosto indizível.
Não por me faltar palavras. Mas é que essas seriam tantas... É que desceu na goela o sabor da infância.
*Na foto: Meu priminho José - Zezim, que devia tá aí com esse gostinho.

2 comentários:
Sabor de infância... nada melhor!
Não há gosto que desperte sorrisos mais sinceros.
Saudade dos teus escritos. Mais saudade ainda de você!
Beijo
Ooo coisa boa é pingo d'água sem sal. Não é mesmo da natureza da água ficar bem com temperos.
Beijos e saudades de você!!
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