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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Terra que sou. Que fui.

Vem chuva.
Aplaca-me nessa madrugada
já que poesia alguma me encontra.
Molha como se terra eu fosse
e minhas veias entranhas tuas.
Misture-se ao meu sangue, rio adormecido
que segue sorrateiro em oposição ao leito que já não bate.
Dorme.
Oxalá sonhe. Ou morra.
Para nascer outra vez.


Um fragmento de Neta. Evenice Netíssima.

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