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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dissonante

Apenas sigo.
Entre músicas da década de 60 e textos que custo querer entender,
são letras dançantes.
O som, de chuva.
Estou quente
e assim quero permanecer.
Culpa camuflada de medo.
Medo disfarçado de desesperança.
Poderia amar, sentir, desejar, sonhar?
Tá frio lá fora.
E é cinza o mundo, as ideias, as pessoas.
Carrego um colorido dissonante no peito.
Não pesa. Suspende.
Perigoso, é.
Assumir contentamento discrepante não é são.
Resta-me seguir incoerente e colorida.
Sem placas no caminho.
Sopram os ventos.
Quente estou
e assim quero permanecer.
Blowing in the wind - Bob Dylan




Um fragmento de Neta. Evenice Netíssima.

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