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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Esvaziar-se é preciso

São quase cinco e o vazio alarma.
Fome e ânsia
servida em bandeja nessa madrugada.
Suor e sono faltam-me.
Calo.
Tem som próprio a noite dentro-fora de mim.
Emudecer faz gritar até os poros.
Dormir alimenta.
Já estou cheia. Apesar da falta.

De inquietudes
silêncios e vazios
[desejo]
ser preenchida.
Quimera.

Um fragmento de Neta. Evenice Netíssima.

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