Dói o estômago nessa ansiedade noturna
a confundir-me com fome e sede,
uma desculpa qualquer para abrir-fechar a geladeira.
Passos roucos, sussuro pouco, grito mudo.
Silêncio que invade e desabita
na noite-quase-dia.
a confundir-me com fome e sede,
uma desculpa qualquer para abrir-fechar a geladeira.
Passos roucos, sussuro pouco, grito mudo.
Silêncio que invade e desabita
na noite-quase-dia.
E dentro só anoitece.
Dói a
ansiedade.
Gastrite misturada com fome.
Não me esquivo de senti-la.
Mesmo com a dor física,
a questão é não saber o porquê.
Gastrite misturada com fome.
Não me esquivo de senti-la.
Mesmo com a dor física,
a questão é não saber o porquê.
Se são as dores do mundo que se
acumulam e pesam;
as palavras não ditas ou os silêncios;
as palavras não ditas ou os silêncios;
a solidão ou a multidão;
o amanhã incerto ou o presente sólido a desmanchar-se no ar;
o amanhã incerto ou o presente sólido a desmanchar-se no ar;
as poesias não escritas e a fome de
dizê-las;
se é a vontade de ficar e o desejo de
ir;
o resto e o que não será... Não sei.
Queria que fosse apenas por um nome,
um
rosto, um romance ou promessa disso.
É que, ultimamente, escapam de mim cousas assim.
Queria um eufemismo chamado paixão.
É que, ultimamente, escapam de mim cousas assim.
Queria um eufemismo chamado paixão.
É
melhor quando arde o peito e não o estômago.
Um fragmento de Neta. Evenice Netíssima.


Nenhum comentário:
Postar um comentário