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terça-feira, 28 de agosto de 2012

A nova-idade.

Enquanto ensaiava um novo canto
pousou em mim uma antiga estação.
Já não era, no entanto, a mesma de outrora.

Quando caminhava outros passos
vi trilhas de uma mesma estrada.
Todavia era outro, o caminho trilhado agora.

Respirava outros ares.
Tecia outros sonhos.
Ousava outras paixões.

E a música cá tocada
aos poucos embalava
gestos, danças e orações.

A novidade era uma batida
a ressoar na caixa torácica
feito gongo anunciando
o que já tarde findava.

[porque algo novo já transbordava dentro de um velho-peito-canção]


Para você que seria. Se fosse.
Para você que já experimentou o que sinto agora, algumas muitas vezes.
Para você... que me lê, mas não consegue me traduzir.








Um fragmento de Neta. Evenice Netíssima.

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